sexta-feira, 4 de novembro de 2011

around me.

Desconcertado. Uma espécie de abertura e paredes construídas o fez pensar sobre o estar aqui e sempre agora. Nomeou afetos e desistiu, pensou em como se conta o tempo sem pensar em mãe pai logo ali acharia o caminho. Desejou a travessia das formigas. Concha, como ele mesmo se nomeou, riu do próprio substantivo de ser. Não entendeu como a pintura do seu retrato era mentira nas mãos dos outros, pouco se sabe. Degustou a inveja e desenhou a mentira sobre a verdade e imediatamente alguém nomeou o pulso de querer demais além da paixão. Inveja não existe seu bobo pobre em sentimentos calcados no limite do pouco.
"Ninguém saberá e todos me abraçarão", ria como uma descida brusca e perpétua. Acreditou no sempre e agora faz lacinhos de cetim posta muda na mesa dos doces, viu a família dos pobres na cama e quis fugir. Uma sopa cairia melhor para ser generoso com o mundo. Fez fila com seus consigos e não se reconheceu, talvez pensou sobre aquela mesma falta e nada disso é metáfora ou figurinha de linguagem. A própria existência sentada debaixo da antena parabólica.
Foi feliz depois de dormir, não acordou em casa e rolou feito pérola falsa na mão da moça feito ele mesmo.

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