Dois passos e um som distante me lembraram cidade, a cidade me lembrou.
Ônibus rapidinho, desvio, mulher na bolsa amarela pela esquerda, sorrio, e depois desvio, gota, mão no bolso, mãos rápidas e um telefone, não gosto, não desvio, desvio.
Pequenos espaços a serem atravessados geram uma súbita relação com o perigo do outro. Ainda com calor e com tanta gente. Tem flor no cabelo dele, tem ela com desejo e jornal bobo na mão, tem todas as velhinhas maquiadas do mundo, tem uma dança que não para.
Fica uma parte minúscula, do que te fez um instante ter sido aquilo tão existente, no pouco tempo impreciso.
sábado, 17 de setembro de 2011
terça-feira, 13 de setembro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
Estabeleça.
Desses tempos amontoados eu observo. De tanto silêncio, no vulcão que nada prevê a expurgação dos afetos, acabarei por comunicar o que nada sabem dos substanciais pressentimentos. Esteja tão perto para assegurar a única certeza que pulsa movimentos arrebatadores: dormir, morrer nada mais. Compreender a morte como vontade instantânea, uma pipa pulsante para a vontade imediata. Sem ela há flor e silêncio.
Desculpa ser tão impostor, mas algo declama poros e chora peitos. Eu preciso me enquadrar, eu quero ter filhos.
Seremos um trem fincado a espera do final do filme e eu ainda desisto do toque.
A rotina estabelece o preenchimento diário dos afetos e seus furúnculos doces, os mesmos que me tornam dramaticamente medíocre.
Desculpa ser tão impostor, mas algo declama poros e chora peitos. Eu preciso me enquadrar, eu quero ter filhos.
Seremos um trem fincado a espera do final do filme e eu ainda desisto do toque.
A rotina estabelece o preenchimento diário dos afetos e seus furúnculos doces, os mesmos que me tornam dramaticamente medíocre.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Cada macaco no seu galho.
Ainda perderei o fluxo com essa incansável mania de colocar os olhos sobre o entre. Sobre aquilo que está por trás das pequenas formas coloridas e não. Sacrifício diário para colocar meus segredos em cor, em tom grave, em posturas articuladas. E não há sabor maior que os mistérios da espontaneidade já vivida.
Entre duas pessoas farejo o fio translúcido que atravessa a comunicação e as fazem esbanjar códigos confidentes- ali mesmo quero me agarrar.
Tomo uma dose de melancolia, assim dor, assim doce.
O tempo escapa do momento presente e lá estou eu e minha cabeça a captar sensações. Eu me lanço para a conversa baixa, o homem do metrô, a multidão e seus pobres padrões, a poeira que dança lentamente.
Eu coleciono existências a qualquer instante.
Entre duas pessoas farejo o fio translúcido que atravessa a comunicação e as fazem esbanjar códigos confidentes- ali mesmo quero me agarrar.
Tomo uma dose de melancolia, assim dor, assim doce.
O tempo escapa do momento presente e lá estou eu e minha cabeça a captar sensações. Eu me lanço para a conversa baixa, o homem do metrô, a multidão e seus pobres padrões, a poeira que dança lentamente.
Eu coleciono existências a qualquer instante.
Assinar:
Comentários (Atom)