sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Cada macaco no seu galho.

Ainda perderei o fluxo com essa incansável mania de colocar os olhos sobre o entre. Sobre aquilo que está por trás das pequenas formas coloridas e não. Sacrifício diário para colocar meus segredos em cor, em tom grave, em posturas articuladas. E não há sabor maior que os mistérios da espontaneidade já vivida.
Entre duas pessoas farejo o fio translúcido que atravessa a comunicação e as fazem esbanjar códigos confidentes- ali mesmo quero me agarrar.
Tomo uma dose de melancolia, assim dor, assim doce.
O tempo escapa do momento presente e lá estou eu e minha cabeça a captar sensações. Eu me lanço para a conversa baixa, o homem do metrô, a multidão e seus pobres padrões, a poeira que dança lentamente.
Eu coleciono existências a qualquer instante.

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