sábado, 17 de setembro de 2011

Passos largos geram pequenas avalanches de poeira.

Dois passos e um som distante me lembraram cidade, a cidade me lembrou.
Ônibus rapidinho, desvio, mulher na bolsa amarela pela esquerda, sorrio, e depois desvio, gota, mão no bolso, mãos rápidas e um telefone, não gosto, não desvio, desvio.
Pequenos espaços a serem atravessados geram uma súbita relação com o perigo do outro. Ainda com calor e com tanta gente. Tem flor no cabelo dele, tem ela com desejo e jornal bobo na mão, tem todas as velhinhas maquiadas do mundo, tem uma dança que não para.
Fica uma parte minúscula, do que te fez um instante ter sido aquilo tão existente, no pouco tempo impreciso.

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